107 Anos de Páscoa da Bem- Aventurada Rita Amada de Jesus

Beata Rita Amada de Jesus

Faleceu em Casalmendinho (paróquia de Ribafeita) a 6 de Janeiro de 1913, em odor de santidade, confortada pelos últimos Sacramentos. O funeral para o cemitério paroquial, presidido pelo Vigário Geral da Diocese foi antes uma acção de graças pelo dom desta Religiosa à Igreja e ao Mundo.   Elogio fúnebre Estava presente o seu Diretor Espiritual que, dominando a emoção, exaltou as virtudes que tão bem conhecia da Madre Fundadora do Instituto Jesus Maria José. Apenas duas palavras: “Sempre em minha vida experimentei certa repugnância à vista de qualquer cadáver, mas sinto-me aqui bem diante dos restos mortais de Madre Rita Amada de Jesus. Vou relatar algumas virtudes desta Serva de Deus, desta heroína, desta mulher grande aos olhos de Deus, tão humilde aos olhos dos homens. Muitos santos quiseram o que esta Serva de Deus conseguiu, em tão pouco tempo, e nunca o conseguiram. Podes-te gloriar freguesia de Ribafeita de conservares em teu recinto os restos mortais de uma santa: sim, uma santa que até a Igreja nos proíbe orar por ela. Sim, porque esta humilde religiosa foi uma heroína, foi uma mártir, e pelos mártires não se ora. Se orar por ela, sim, mas para que ela peça a Deus por nós. D. Rita Amada de Jesus nunca mais me esquecerá. O seu coração era um coração genuinamente português, sua educação era puramente cristã, e suas virtudes eram em grau elevado; a sua humildade, como se distinguia! Diga-o a freguesia; diga-o esta igreja, que o seu lugar nela era a mais humilde a um cantinho para não ser vista aos olhos do mundo, diga a Sé de Viseu onde eu a vi, algumas vezes, atrás de uma coluna, diga-o o Revmo. Abade e as pessoas que tratavam com ela. Poucos meses há que tenho conhecimento desta grande alma, mas, em pouco tempo, conheci bem as raras e sublimes virtudes que era adotada e as excelentes qualidades que possuía. Alguns dias antes tinham dirigido às suas filhas espirituais estas palavras: “Já Deus pode-me levar, já morro tranqüila, porque já estão satisfeitos os meus desejos. Já que aqui, em Portugal, não lhes não querem dar lenitivo procurem-no em reino estrangeiro, onde há a verdadeira liberdade, ao passo que por aqui até nem sei se estarão algumas das suas filhas espirituais. Honrada freguesia de Ribafeita, que ainda soubeste cumprir teu dever honrando esta mártir. Sua vida foi um verdadeiro martírio. Pela primeira vez entrei em sua casa, e disse, é aqui que mora Madre Rita? Debaixo de uma telha simples: Oh! habitantes de Ribafeita, quando orares aos santos de nossa Igreja orai também a Santa Madre Rita Amada de Jesus. São assim o juízos de Deus. Agora “paz à sua alma, e no céu onde está que peça ao Altíssimo por Portugal e por todos nós”. Era tardinha. O sol despedia-se da terra numa saudade. E era também com uma saudade infinita que entre a multidão silenciosa e triste, e as palavras, sentidas do orador, se ocultavam no seio da terra os restos mortais da Apóstola Rita Amada de Jesus. Assim nos deixou a Madre Fundadora. Mas, enquanto se desfaz e torna pó, no silêncio do túmulo, o corpo martirizado pelas penitências e fadigas do seu trabalho apostólico, a alma de Rita Amada de Jesus goza no céu, ao lado do Esposo Divino, as delícias inenarráveis que são a recompensa imarcescível daqueles que servem neste mundo, como O amou e O serviu, dia a dia, hora a hora, a Fundadora do Instituto Jesus Maria José.

 

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