O Bom Samaritano como modelo de Ação Evangelizadora comprometida com o cuidado

A Campanha da Fraternidade 2020, que tem como tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”, foi buscar na Parábola do Bom Samaritano (Lc 10), o modelo de relação e encontro que deve nortear a Missão da Igreja e, consequentemente, da Província. Os três verbos que aparecem no versículo que serve de lema – Ver, sentir compaixão e cuidar – remetem ao consagrado método adotado na caminhada eclesial de modo muito frequente a partir do Pós-Concílio Vaticano II. No exemplo pedagógico que apresenta, Jesus deixa bem claro qual é o ponto de partida da proposta de discipulado que Ele vem apresentar: de que maneira o Amor a Deus e ao próximo transforma concretamente as pessoas, as relações e o mundo.

VIU (1)

Mais do que um ato fisiológico de percepção da luz, das imagens e das cores, olhar é uma postura que se assume diante dos apelos e estímulos que nascem da realidade. O olhar, assim como as outras habilidades humanas, também pode ser treinado, dirigido e orientado de acordo com uma série de interesses, prioridades e valores. Na parábola do Bom Samaritano, podem ser identificados três tipos de olhar:

1) O olhar dos assaltantes – Viram naquele homem que passava uma oportunidade de obter benefício imediato sem grande empenho. Bastava usar um pouco da força física e da vantagem numérica para subtrair da vítima tudo o que ela possuía e que atendesse a seus interesses. Não tinham a menor preocupação em saber quem era aquele que passava nem estavam preocupados com sua vida de maneira que o deixaram ferido, espoliado e quase morto à beira do caminho. Trata-se do olhar do egoísmo, da exploração, do ódio, totalmente alheio aos princípios da ética, da empatia e da compaixão. É um olhar que mata, fere e que rouba a dignidade das pessoas. Este tipo de olhar está no germe da corrupção, da violência, do autoritarismo, da devastação da natureza, das grandes guerras, das gritantes desigualdades sociais e demais mazelas que assolam o Brasil e o mundo.

2) O olhar do levita e do sacerdote – É o olhar da indiferença, da inversão dos valores da incompreensão do que é prioritário. É a postura de quem “dá de ombros” diante de situações urgentes, em que a vida encontra-se frontalmente ameaçada. É a postura cantada pelo Padre Zezinho na célebre canção: “Seu nome é Jesus Cristo e passa fome e grita pela boca dos famintos. E a gente quando vê passa adiante, às vezes pra chegar depressa à igreja”. Nasce do individualismo, da sede crescente pelo consumo, da cultura do descartável, opções de vida que vêm sendo profundamente criticadas pelo Papa Francisco em seus discursos, entrevistas e nos documentos papais.

3) O olhar do samaritano – É o olhar solidário, do serviço e do comprometimento. Na cena em que os assaltantes enxergaram uma oportunidade de lucro fácil, o levita e o sacerdote viram um possível “estorvo” a seus programas préestabelecidos, o samaritano viu um irmão que necessitava de um cuidado urgente e imediato. Assim como os personagens anteriores, o samaritano não esteve interessado, num primeiro momento, em saber quem era aquele que jazia quase morto. Não era importante naquele momento. O prioritário era socorrê-lo e garantir-lhe a sobrevivência. Ali encontrou uma oportunidade única e inédita de amar. É o olhar da disponibilidade, da doação gratuita e da identificação com o outro, especialmente com suas lutas e dores. É o modo de olhar adotado por Jesus (cf. p.ex. Mt 9,36) e que Ele convida seus discípulos a também assumir.

SENTIU COMPAIXÃO

Ao descrever a piedade que Francisco trazia no coração, São Boaventura escreveu na Legenda Maior:

A verdadeira piedade, que, na palavra do Apóstolo, é útil a todas as coisas, enchera o coração de Francisco, compenetrando-o tão intimamente, que parecia dominar totalmente a personalidade do homem de Deus. Nasciam daí a devoção que o elevava até Deus, a compaixão que fazia dele um outro Cristo, a amabilidade que o inclinava para o próximo, e uma amizade com cada uma das criaturas, que lembra nosso estado de inocência primitiva (2).

Sentir compaixão é aproximar-se de Cristo e, num mesmo movimento, inclinar-se para o próximo e construir uma relação de reverência e fraternidade com os bens da criação.

1) Compaixão e justiça – Na prática de Jesus, o senso de justiça ultrapassa o limite da retribuição baseado na máxima de premiar quem acerta e punir quem erra. Nesta direção aponta o trecho do Sermão da Montanha no qual o Filho descreve o modo de proceder do Pai: “Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos.” Não se trata de assumir o caminho do comodismo, da ingenuidade nem da omissão, mas adotar uma postura restaurativa em relação à vida em suas diversas manifestações. Restauração, restituição, reconstrução e conversão são práticas intimamente relacionadas ao tempo Quaresmal e à Espiritualidade Franciscana, atitudes que exigem empenho individual e comunitário, além de organização, corresponsabilidade e empenho.

2) Compaixão e misericórdia (3) – Misericórdia é o movimento do coração que se dispõe ao encontro. É iniciativa que parte de Deus e se manifesta em Jesus Cristo, quando a Onipotência Divina toca a fragilidade humana a partir de dentro da História e do interior de cada coração humano chamado a tornar-se manso e humilde tal qual o Coração de Jesus. Explica o Papa Francisco, na Bula Misericordiae Vultus:

A missão, que Jesus recebeu do Pai, foi a de revelar o mistério do amor divino na sua plenitude. « Deus é amor » (1 Jo 4, 8.16): afirma-o, pela primeira e única vez em toda a Escritura, o evangelista João. Agora este amor tornou-se visível e palpável em toda a vida de Jesus. A sua pessoa não é senão amor, um amor que se dá gratuitamente. O seu relacionamento com as pessoas, que se abeiram d’Ele, manifesta algo de único e irrepetível. Os sinais que realiza, sobretudo para com os pecadores, as pessoas pobres, marginalizadas, doentes e atribuladas, decorrem sob o signo da misericórdia. Tudo n’Ele fala de misericórdia. N’Ele, nada há que seja desprovido de compaixão.

No mesmo Documento, o Santo Padre descreve como a Misericórdia se concretiza na prática de Jesus e quais são os destinatários preferenciais dela: a multidão cansada e abatida (Mt 9,36), os doentes que se lhe apresentavam (Mt 15,37), a multidão faminta no milagre da multiplicação dos pães (Mt 15,37), o endemoniado de Gerasa (Mc 5,19), a viúva de Naim, quando sepultava seu único filho (Lc 7,15), entre tantos outros.

3) Compaixão e caridade – Baseando-se na Doutrina Social da Igreja, o Texto-Base da CF 2020 chama atenção para a dimensão social e comunitária da caridade, como elemento de transformação da sociedade. Além de ser compromisso individual do cristão, também se espera que seja uma “força capaz de suscitar novas vias de enfrentamento dos problemas do mundo de hoje renovando estruturas, organizações pessoais e ordenamentos jurídicos” (Texto-Base CF 2020, n. 117). Nesta direção, tendo em vista a prevalência do viés econômico na determinação dos rumos da sociedade, merece nota de destaque a iniciativa do Papa Francisco em convocar para este ano, na cidade de Assis, entre os dias 26 e 28 de março, o encontro “A Economia de Francisco: os jovens, um pacto, o futuro”, voltado a jovens que atuam e militam no campo econômico. O motivo que levou o Santo Padre a escolher Assis como sede deste encontro serve também de convocação à Família Franciscana e a contribuição que ela pode dar para o cultivo de novas relações econômicas baseadas no respeito e na solidariedade:

Com efeito, ali [em Assis] Francisco despojou-se de toda a mundanidade para escolher Deus como Estrela polar da sua vida, fazendo-se pobre com os pobres, irmão universal. Da sua escolha de pobreza brotou também uma visão da economia que permanece extremamente atual. Ela pode dar esperança ao nosso amanhã, não apenas em benefício dos mais pobres, mas da humanidade inteira. Aliás, ela é necessária para o destino de todo o planeta, a nossa casa comum, “a nossa irmã Terra Mãe”, como Francisco a chama no seu Cântico do Irmão Sol. (4)

CUIDOU DELE

A dimensão do cuidado remete à prática transformadora da compaixão que é despertada por um olhar que se deixa tocar pelos apelos da realidade. No Texto-Base, podem ser encontradas 57 sugestões de ações concretas que têm no cuidado seu ponto de partida. Elas estão compreendidas entre os números 214 e 216 do documento. Tais sugestões são convergentes em relação a diversas ações propostas no Plano de Evangelização da Província (2016-2021), especialmente quando vêm expressas as prioridades do sexênio, entre elas a de “Reforçar ações em direção a uma ‘Província em saída’ e articulada em suas cinco frentes de evangelização”. Também estão em consonância com os quatro pilares da comunidade descritos nas DGAE: Palavra (Iniciação Cristã e animação bíblica da vida e da pastoral), Pão (liturgia e espiritualidade), Caridade (serviço da vida) e Ação Missionária (estado permanente de missão). Ao tratar de cada um deles, o documento traz uma série de sugestões de encaminhamentos práticos que dão concretude à dimensão do cuidado.

CONCLUINDO

Não faltam documentos e reflexões para nortear o percurso pessoal e comunitário que a Igreja do Brasil sugere para a Quaresma deste ano de 2020. O próprio Magistério do Papa Francisco é pródigo em oferecer caminhos de ousadia, coragem e desprendimento a todos aqueles que desejam se aprofundar na radicalidade cuidadosa proposta no Evangelho. Mais do que oferecer novidades, esta breve reflexão teve como objetivo principal aguçar o entusiasmo dos confrades e dos demais leitores para viverem de forma comprometida e encarnada as provocações que Jesus apresenta ao contar a Parábola do Bom Samaritano.


ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2020

Deus, nosso Pai, fonte da vida e princípio do bem viver,
criastes o ser humano e lhe confiastes o mundo
como um jardim a ser cultivado com amor.

Dai-nos um coração acolhedor para assumir
a vida como dom e compromisso.

Abri nossos olhos para ver
as necessidades dos nossos irmãos e irmãs,
sobretudo dos mais pobres e marginalizados.

Ensinai-nos a sentir verdadeira compaixão
expressa no cuidado fraterno,
próprio de quem reconhece no próximo
o rosto do vosso Filho.

Inspirai-nos palavras e ações para sermos
construtores de uma nova sociedade,
reconciliada no amor.

Dai-nos a graça de vivermos
em comunidades eclesiais missionárias,
que, compadecidas,
vejam, se aproximem e cuidem
daqueles que sofrem,
a exemplo de Maria, a Senhora da Conceição Aparecida,
e de Santa Dulce dos Pobres, Anjo Bom do Brasil.

Por Jesus, o Filho amado,
no Espírito, Senhor que dá a vida. Amém!



Fonte: https://portalkairos.org/resumao-do-texto-base-da-campanha-da-fraternidade-2020/#ixzz6F0dhRSy4

 

 

O dia do enfermo é comemorado anualmente em 14 de janeiro.

É assim desde 2002, quando a data foi criada por iniciativa
do Ministério da Saúde no âmbito de um programa de humanização dos hospitais.

Esse dia é importante principalmente pelo fato de ser uma tentativa de sensibilizar profissionais de saúde e população em geral para a necessidade de todos os tipos de cuidados especiais que as pessoas doentes, quer nos hospitais ou em casa, precisam receber.

É dedicada uma atenção especial aos cuidados de bem-estar psíquico dos doentes.

Essa é uma comemoração nacional, já que também há o dia mundial do enfermo, data comemorativa de 11 de fevereiro cuja origem é religiosa. Sua criação, em 1992, deve-se ao Papa João Paulo II.

Mensagem do Papa Francisco para o dia dos Enfermos:

"A vida há de ser acolhida, tutelada, respeitada e servida desde o seu início até à morte", escreve o Papa Francisco na mensagem para o 28º Dia Mundial do Enfermo, divulgada nesta sexta-feira, 3 de janeiro, pelo Vaticano.
A 28º edição será celebrada, como todos os anos, no dia 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes.
O Santo Padre se inspirou nas palavras de Jesus Cristo dirigidas à humanidade aflita e sofredora:"Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos", retiradas do Evangelho de Mateus 11, 28.
"No XXVIII Dia Mundial do Enfermo, Jesus dirige este convite aos doentes e oprimidos, aos pobres cientes de dependerem inteiramente de Deus para a cura de que necessitam sob o peso da provação que os atingiu.
A quem vive na angústia devido à sua situação de fragilidade, sofrimento e fraqueza, Jesus Cristo não impõe leis, mas, na sua misericórdia oferece-Se a Si mesmo, isto é, a sua pessoa que dá alívio", escreve o papa.
O papa chama a atenção para a falta de humanidade na relação com os doentes. "Ao tratamento, deve-se somar a solicitude, ou seja, o amor, sem esquecer com o enfermo há uma família que também ela pede conforto e proximidade", exorta.
Na mensagem, o Pontífice fez uma menção aos profissionais da saúde que colocam suas competências em prol do enfermo. E recorda que o substantivo "pessoa" deve vir antes do adjetivo "enfermo".
Quando os profissionais da saúde se deparam com os limites e o possível fracasso da medicina, são chamados a se abrir à dimensão transcendente, "que pode oferecer o sentido pleno da profissão".
E lamentou que em contextos de guerras e conflitos, os profissionais e as estruturas de saúde podem ser atacados como forma de represália política.
O Papa reserva seu pensamento a tantos irmãos no mundo que não têm acesso aos cuidados médicos porque vivem na pobreza.
"Por isso, dirijo-me às instituições sanitárias e aos governos de todos os países do mundo, pedindo-lhes que não sobreponham o aspecto econômico ao da justiça social."
Íntegra da mensagem:
1. Estas palavras ditas por Jesus – «vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos» (Mt 11, 28) – indicam o caminho misterioso da graça, que se revela aos simples e revigora os cansados e exaustos. Tais palavras exprimem a solidariedade do Filho do Homem, Jesus Cristo, com a humanidade aflita e sofredora. Há tantas pessoas que sofrem no corpo e no espírito! A todas, convida a ir ter com Ele – «vinde a Mim» –, prometendo-lhes alívio e recuperação. «Quando Jesus pronuncia estas palavras, tem diante dos seus olhos as pessoas que encontra todos os dias pelas estradas da Galileia: muita gente simples, pobres, doentes, pecadores, marginalizados pelo ditame da lei e pelo opressivo sistema social. Este povo sempre acorreu a Ele para ouvir a sua palavra, uma palavra que incutia esperança» (Angelus, 6 de julho de 2014).
No XXVIII Dia Mundial do Doente, Jesus dirige este convite aos doentes e oprimidos, aos pobres cientes de dependerem inteiramente de Deus para a cura de que necessitam sob o peso da provação que os atingiu. A quem vive na angústia devido à sua situação de fragilidade, sofrimento e fraqueza, Jesus Cristo não impõe leis, mas, na sua misericórdia, oferece-Se a Si mesmo, isto é, a sua pessoa que dá alívio. A humanidade ferida é contemplada por Jesus com olhos que veem e observam, porque penetram em profundidade: não correm indiferentes, mas param e acolhem o homem todo e todo o homem segundo a respetiva condição de saúde, sem descartar ninguém, convidando cada um a fazer experiência de ternura entrando na vida d’Ele.
1. Porque tem Jesus Cristo estes sentimentos? Porque Ele próprio Se tornou frágil, experimentando o sofrimento humano e recebendo, por sua vez, alívio do Pai. Na verdade, só quem passa pessoalmente por esta experiência poderá ser de conforto para o outro. Várias são as formas graves de sofrimento: doenças incuráveis e crónicas, patologias psíquicas, aquelas que necessitam de reabilitação ou cuidados paliativos, as diferentes formas de deficiência, as doenças próprias da infância e da velhice, etc. Nestas circunstâncias, nota-se por vezes carência de humanidade, pelo que se revela necessário, para uma cura humana integral, personalizar o contato com a pessoa doente acrescentando a solicitude ao tratamento. Na doença, a pessoa sente comprometidas não só a sua integridade física, mas também as várias dimensões da sua vida relacional, intelectiva, afetiva, espiritual; e por isso, além das terapias, espera amparo, solicitude, atenção, em suma, amor. Além disso, junto do doente, há uma família que sofre e pede, também ela, conforto e proximidade.
2. Queridos irmãos e irmãs enfermos, a doença coloca-vos de modo particular entre os «cansados e oprimidos» que atraem o olhar e o coração de Jesus. Daqui vem a luz para os vossos momentos de escuridão, a esperança para o vosso desalento. Convida-vos a ir ter com Ele: «Vinde». Com efeito, n’Ele encontrareis força para ultrapassar as inquietações e interrogativos que vos surgem nesta «noite» do corpo e do espírito. É verdade que Cristo não nos deixou receitas, mas, com a sua paixão, morte e ressurreição, liberta-nos da opressão do mal.
Nesta condição, precisais certamente dum lugar para vos restabelecerdes. A Igreja quer ser, cada vez mais e melhor, a «estalagem» do Bom Samaritano que é Cristo (cf. Lc 10, 34), isto é, a casa onde podeis encontrar a sua graça, que se expressa na familiaridade, no acolhimento, no alívio. Nesta casa, podereis encontrar pessoas que, tendo sido curadas pela misericórdia de Deus na sua fragilidade, saberão ajudar-vos a levar a cruz, fazendo, das próprias feridas, frestas através das quais divisar o horizonte para além da doença e receber luz e ar para a vossa vida.
Nesta obra de restabelecimento dos irmãos enfermos, insere-se o serviço dos profissionais da saúde – médicos, enfermeiros, pessoal sanitário, administrativo e auxiliar, voluntários –, pondo em ação as respetivas competências e fazendo sentir a presença de Cristo, que proporciona consolação e cuida da pessoa doente tratando das suas feridas. Mas, também eles são homens e mulheres com as suas fragilidades e até com as suas doenças. Neles se cumpre de modo particular esta verdade: «Quando recebemos o alívio e a consolação de Cristo, por nossa vez somos chamados a tornar-nos alívio e consolação para os irmãos, com atitude mansa e humilde, à imitação do Mestre» (Angelus, 6 de julho de 2014).
1. Queridos profissionais da saúde, qualquer intervenção diagnóstica, preventiva, terapêutica, de pesquisa, tratamento e reabilitação há de ter por objetivo a pessoa doente, onde o substantivo «pessoa» venha sempre antes do adjetivo «doente». Por isso, a vossa ação tenha em vista constantemente a dignidade e a vida da pessoa, sem qualquer cedência a atos de natureza eutanásica, de suicídio assistido ou supressão da vida, nem mesmo se for irreversível o estado da doença.
Quando vos defrontais com os limites e possível fracasso da própria ciência médica perante casos clínicos cada vez mais problemáticos e diagnósticos funestos, sois chamados a abrir-vos à dimensão transcendente, que vos pode oferecer o sentido pleno da vossa profissão. Lembremo-nos de que a vida é sacra e pertence a Deus, sendo por conseguinte inviolável e indisponível (cf. Instr. Donum vitae, 5; Enc. Evangelium vitae, 29-53). A vida há de ser acolhida, tutelada, respeitada e servida desde o seu início até à morte: exigem-no simultaneamente tanto a razão como a fé em Deus, autor da vida. Em certos casos, a objeção de consciência deverá tornar-se a vossa opção necessária, para permanecerdes coerentes com este «sim» à vida e à pessoa. Em todo o caso, o vosso profissionalismo, animado pela caridade cristã, será o melhor serviço ao verdadeiro direito humano: o direito à vida. Quando não puderdes curar, podereis sempre cuidar com gestos e procedimentos que proporcionem amparo e alívio ao doente.
Infelizmente, nalguns contextos de guerra e conflitos violentos, são atacados o pessoal sanitário e as estruturas que se ocupam da recepção e assistência dos doentes. Nalgumas áreas, o próprio poder político pretende manipular a seu favor a assistência médica, limitando a justa autonomia da profissão sanitária. Na realidade, atacar aqueles que se dedicam ao serviço dos membros sofredores do corpo social não beneficia a ninguém.
1. Neste XXVIII Dia Mundial do Doente, penso em tantos irmãos e irmãs de todo o mundo sem possibilidades de acesso aos cuidados médicos, porque vivem na pobreza. Por isso, dirijo-me às instituições sanitárias e aos governos de todos os países do mundo, pedindo-lhes que não sobreponham o aspeto económico ao da justiça social. Faço votos de que, conciliando os princípios de solidariedade e subsidiariedade, se coopere para que todos tenham acesso a cuidados médicos adequados para salvaguardar e restabelecer a saúde. De coração agradeço aos voluntários que se colocam ao serviço dos doentes, procurando em não poucos casos suprir carências estruturais e refletindo, com gestos de ternura e proximidade, a imagem de Cristo Bom Samaritano.
À Virgem Maria, Saúde dos Enfermos, confio todas as pessoas que carregam o fardo da doença, juntamente com os seus familiares, bem como todos os profissionais da saúde. Com cordial afeto, asseguro a todos a minha proximidade na oração e envio a Bênção Apostólica.
Vaticano, Memória do SS. Nome de Jesus, 3 de janeiro de 2020.
Franciscus

1. Estas palavras ditas por Jesus – «vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos» (Mt 11, 28) – indicam o caminho misterioso da graça, que se revela aos simples e revigora os cansados e exaustos. Tais palavras exprimem a solidariedade do Filho do Homem, Jesus Cristo, com a humanidade aflita e sofredora. Há tantas pessoas que sofrem no corpo e no espírito! A todas, convida a ir ter com Ele – «vinde a Mim» –, prometendo-lhes alívio e recuperação. «Quando Jesus pronuncia estas palavras, tem diante dos seus olhos as pessoas que encontra todos os dias pelas estradas da Galileia: muita gente simples, pobres, doentes, pecadores, marginalizados pelo ditame da lei e pelo opressivo sistema social. Este povo sempre acorreu a Ele para ouvir a sua palavra, uma palavra que incutia esperança» (Angelus, 6 de julho de 2014).
No XXVIII Dia Mundial do Doente, Jesus dirige este convite aos doentes e oprimidos, aos pobres cientes de dependerem inteiramente de Deus para a cura de que necessitam sob o peso da provação que os atingiu. A quem vive na angústia devido à sua situação de fragilidade, sofrimento e fraqueza, Jesus Cristo não impõe leis, mas, na sua misericórdia, oferece-Se a Si mesmo, isto é, a sua pessoa que dá alívio. A humanidade ferida é contemplada por Jesus com olhos que veem e observam, porque penetram em profundidade: não correm indiferentes, mas param e acolhem o homem todo e todo o homem segundo a respetiva condição de saúde, sem descartar ninguém, convidando cada um a fazer experiência de ternura entrando na vida d’Ele.
1. Porque tem Jesus Cristo estes sentimentos? Porque Ele próprio Se tornou frágil, experimentando o sofrimento humano e recebendo, por sua vez, alívio do Pai. Na verdade, só quem passa pessoalmente por esta experiência poderá ser de conforto para o outro. Várias são as formas graves de sofrimento: doenças incuráveis e crónicas, patologias psíquicas, aquelas que necessitam de reabilitação ou cuidados paliativos, as diferentes formas de deficiência, as doenças próprias da infância e da velhice, etc. Nestas circunstâncias, nota-se por vezes carência de humanidade, pelo que se revela necessário, para uma cura humana integral, personalizar o contato com a pessoa doente acrescentando a solicitude ao tratamento. Na doença, a pessoa sente comprometidas não só a sua integridade física, mas também as várias dimensões da sua vida relacional, intelectiva, afetiva, espiritual; e por isso, além das terapias, espera amparo, solicitude, atenção, em suma, amor. Além disso, junto do doente, há uma família que sofre e pede, também ela, conforto e proximidade.
2. Queridos irmãos e irmãs enfermos, a doença coloca-vos de modo particular entre os «cansados e oprimidos» que atraem o olhar e o coração de Jesus. Daqui vem a luz para os vossos momentos de escuridão, a esperança para o vosso desalento. Convida-vos a ir ter com Ele: «Vinde». Com efeito, n’Ele encontrareis força para ultrapassar as inquietações e interrogativos que vos surgem nesta «noite» do corpo e do espírito. É verdade que Cristo não nos deixou receitas, mas, com a sua paixão, morte e ressurreição, liberta-nos da opressão do mal.
Nesta condição, precisais certamente dum lugar para vos restabelecerdes. A Igreja quer ser, cada vez mais e melhor, a «estalagem» do Bom Samaritano que é Cristo (cf. Lc 10, 34), isto é, a casa onde podeis encontrar a sua graça, que se expressa na familiaridade, no acolhimento, no alívio. Nesta casa, podereis encontrar pessoas que, tendo sido curadas pela misericórdia de Deus na sua fragilidade, saberão ajudar-vos a levar a cruz, fazendo, das próprias feridas, frestas através das quais divisar o horizonte para além da doença e receber luz e ar para a vossa vida.
Nesta obra de restabelecimento dos irmãos enfermos, insere-se o serviço dos profissionais da saúde – médicos, enfermeiros, pessoal sanitário, administrativo e auxiliar, voluntários –, pondo em ação as respetivas competências e fazendo sentir a presença de Cristo, que proporciona consolação e cuida da pessoa doente tratando das suas feridas. Mas, também eles são homens e mulheres com as suas fragilidades e até com as suas doenças. Neles se cumpre de modo particular esta verdade: «Quando recebemos o alívio e a consolação de Cristo, por nossa vez somos chamados a tornar-nos alívio e consolação para os irmãos, com atitude mansa e humilde, à imitação do Mestre» (Angelus, 6 de julho de 2014).
1. Queridos profissionais da saúde, qualquer intervenção diagnóstica, preventiva, terapêutica, de pesquisa, tratamento e reabilitação há de ter por objetivo a pessoa doente, onde o substantivo «pessoa» venha sempre antes do adjetivo «doente». Por isso, a vossa ação tenha em vista constantemente a dignidade e a vida da pessoa, sem qualquer cedência a atos de natureza eutanásica, de suicídio assistido ou supressão da vida, nem mesmo se for irreversível o estado da doença.
Quando vos defrontais com os limites e possível fracasso da própria ciência médica perante casos clínicos cada vez mais problemáticos e diagnósticos funestos, sois chamados a abrir-vos à dimensão transcendente, que vos pode oferecer o sentido pleno da vossa profissão. Lembremo-nos de que a vida é sacra e pertence a Deus, sendo por conseguinte inviolável e indisponível (cf. Instr. Donum vitae, 5; Enc. Evangelium vitae, 29-53). A vida há de ser acolhida, tutelada, respeitada e servida desde o seu início até à morte: exigem-no simultaneamente tanto a razão como a fé em Deus, autor da vida. Em certos casos, a objeção de consciência deverá tornar-se a vossa opção necessária, para permanecerdes coerentes com este «sim» à vida e à pessoa. Em todo o caso, o vosso profissionalismo, animado pela caridade cristã, será o melhor serviço ao verdadeiro direito humano: o direito à vida. Quando não puderdes curar, podereis sempre cuidar com gestos e procedimentos que proporcionem amparo e alívio ao doente.
Infelizmente, nalguns contextos de guerra e conflitos violentos, são atacados o pessoal sanitário e as estruturas que se ocupam da recepção e assistência dos doentes. Nalgumas áreas, o próprio poder político pretende manipular a seu favor a assistência médica, limitando a justa autonomia da profissão sanitária. Na realidade, atacar aqueles que se dedicam ao serviço dos membros sofredores do corpo social não beneficia a ninguém.
1. Neste XXVIII Dia Mundial do Doente, penso em tantos irmãos e irmãs de todo o mundo sem possibilidades de acesso aos cuidados médicos, porque vivem na pobreza. Por isso, dirijo-me às instituições sanitárias e aos governos de todos os países do mundo, pedindo-lhes que não sobreponham o aspeto económico ao da justiça social. Faço votos de que, conciliando os princípios de solidariedade e subsidiariedade, se coopere para que todos tenham acesso a cuidados médicos adequados para salvaguardar e restabelecer a saúde. De coração agradeço aos voluntários que se colocam ao serviço dos doentes, procurando em não poucos casos suprir carências estruturais e refletindo, com gestos de ternura e proximidade, a imagem de Cristo Bom Samaritano.
À Virgem Maria, Saúde dos Enfermos, confio todas as pessoas que carregam o fardo da doença, juntamente com os seus familiares, bem como todos os profissionais da saúde. Com cordial afeto, asseguro a todos a minha proximidade na oração e envio a Bênção Apostólica.
Vaticano, Memória do SS. Nome de Jesus, 3 de janeiro de 2020.
Franciscus

INFORMAÇÕES GERAIS

 

A Peregrinação Nos Caminhos de Rita Amada de Jesus se organiza em duas partes distintas: o deslocamento aéreo e a programação terrestre. Apresentamos orientações e informações gerais a esse respeito.

I – DESLOCAMENTO AÉREO (Voo Internacional)

A compra da passagem aérea internacional, ida e volta, a partir do seu país, com destino à Lisboa – Portugal, é de responsabilidade de cada peregrino-passageiro. Apresentamos as seguintes alternativas para a aquisição da passagem aérea.

Opção A - Aquisição diretamente na companhia aérea de sua preferência ou através de sua agência de turismo de confiança. Para esta opção, caso deseje, pode consultar a AGÊNCIA DE VIAGENS DELMAR (Cidade de Ovar – Portugal), responsável pela parte terrestre. A agência analisou opções diversas para cada um dos países e pode ser consultada por e-mail dirigido à Senhora Ana Silva – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - sempre em cópia para Senhora Carolina – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Opção B - aquisição através da SIRIUS TURISMOEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. -  (11) 98287-5431 (watszap inclusive) e (11) 3337-3232 – Sr. Becker - (especialmente para os vôos saindo ou com escala no Brasil) sempre em cópia para Irmã Maria Angélica  – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Para a viagem aérea em função do meio de aquisição variam os valores, prazos e formas de pagamento. Atenção! Todos os voos devem chegar à Lisboa durante o dia 16 de maio e retornar durante o dia 23 de maio de 2020. Chegada antecipadas e/ou partidas retardadas implicam em custo adicional de diária de hotel.

II – PROGRAMAÇÃO TERRESTRE

O Programa na sua parte terrestre inclui 7 noites em Hotel 3 estrelas, sempre em quarto duplo. Nota: Para quarto individual haverá um suplemento. O regime é de Meia Pensão, ou seja, estão incluídos o Café da Manhã e o Jantar, conforme indicado do programa (pode haver alguma variação). Os serviços da programação terrestre terminam com o Café da Manhã do dia 23 de maio de 2020.

Além da hospedagem e alimentação está incluído o transporte de autocarro em todos os deslocamentos através de Portugal e para todas as visitas programadas. O transfer de e para o aeroporto de Lisboa é da responsabilidade de cada participante. Ainda estão incluídos: acompanhamento de Guia, Seguro de Viagem e assistência espiritual.

Investimento da Parte Terrestre: 645 Euros por pessoa, em quarto duplo.

III – INSCRIÇÃO E PAGAMENTO DA PROGRAMAÇÃO TERRESTRE

No ato da Inscrição pagar 180 Euros. O saldo restante pode ser pago da forma que se desejar, mas até o dia 31 de março de 2020 deve pagar-se a totalidade devida.

Enviar a Ficha de Inscrição anexa preenchida e assinada, acompanhada pelo comprovante do pagamento da Taxa de 180 Euros, conforme orientação a seguir.

Pagamento através de transferência bancária para Portugal para

Carolina de Lurdes da Silva Abreu

Banco CTT

Número da Conta: 10505765718

IBAN:  PT50019300001050576571818

BIC / SWIFT:  CTTVPTPL

Enviar o comprovante de transferência para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.  

OBSERVAÇÃO

Desistências até 31 de março de 2020 não acarretam custos, e os valores já pagos serão devolvidos (menos custos de transferência bancária). A partir desta data não haverá devolução dos valores já pagos.

IV - PROGRAMAÇÃO OPCIONAL (extensão após a Peregrinação para Espanha)

É possível para quem desejar após a Peregrinação, estender sua viagem conhecendo a Espanha por mais uma semana, com roteiro próprio. Para esta programação entrar em contato com a Agência  SIRIUS TURISMO em São Paulo – Brasil, pelo E-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelos telefones + 55 11 98287-5431 (Whatsapp) ou + 55 11 3337-3232.

Informações e Inscrições

Irmã Maria Angélica Silva - e-mail:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Sra. Carolina Abreu - e-mail:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

 

Beata Rita Amada de Jesus

Faleceu em Casalmendinho (paróquia de Ribafeita) a 6 de Janeiro de 1913, em odor de santidade, confortada pelos últimos Sacramentos. O funeral para o cemitério paroquial, presidido pelo Vigário Geral da Diocese foi antes uma acção de graças pelo dom desta Religiosa à Igreja e ao Mundo.   Elogio fúnebre Estava presente o seu Diretor Espiritual que, dominando a emoção, exaltou as virtudes que tão bem conhecia da Madre Fundadora do Instituto Jesus Maria José. Apenas duas palavras: “Sempre em minha vida experimentei certa repugnância à vista de qualquer cadáver, mas sinto-me aqui bem diante dos restos mortais de Madre Rita Amada de Jesus. Vou relatar algumas virtudes desta Serva de Deus, desta heroína, desta mulher grande aos olhos de Deus, tão humilde aos olhos dos homens. Muitos santos quiseram o que esta Serva de Deus conseguiu, em tão pouco tempo, e nunca o conseguiram. Podes-te gloriar freguesia de Ribafeita de conservares em teu recinto os restos mortais de uma santa: sim, uma santa que até a Igreja nos proíbe orar por ela. Sim, porque esta humilde religiosa foi uma heroína, foi uma mártir, e pelos mártires não se ora. Se orar por ela, sim, mas para que ela peça a Deus por nós. D. Rita Amada de Jesus nunca mais me esquecerá. O seu coração era um coração genuinamente português, sua educação era puramente cristã, e suas virtudes eram em grau elevado; a sua humildade, como se distinguia! Diga-o a freguesia; diga-o esta igreja, que o seu lugar nela era a mais humilde a um cantinho para não ser vista aos olhos do mundo, diga a Sé de Viseu onde eu a vi, algumas vezes, atrás de uma coluna, diga-o o Revmo. Abade e as pessoas que tratavam com ela. Poucos meses há que tenho conhecimento desta grande alma, mas, em pouco tempo, conheci bem as raras e sublimes virtudes que era adotada e as excelentes qualidades que possuía. Alguns dias antes tinham dirigido às suas filhas espirituais estas palavras: “Já Deus pode-me levar, já morro tranqüila, porque já estão satisfeitos os meus desejos. Já que aqui, em Portugal, não lhes não querem dar lenitivo procurem-no em reino estrangeiro, onde há a verdadeira liberdade, ao passo que por aqui até nem sei se estarão algumas das suas filhas espirituais. Honrada freguesia de Ribafeita, que ainda soubeste cumprir teu dever honrando esta mártir. Sua vida foi um verdadeiro martírio. Pela primeira vez entrei em sua casa, e disse, é aqui que mora Madre Rita? Debaixo de uma telha simples: Oh! habitantes de Ribafeita, quando orares aos santos de nossa Igreja orai também a Santa Madre Rita Amada de Jesus. São assim o juízos de Deus. Agora “paz à sua alma, e no céu onde está que peça ao Altíssimo por Portugal e por todos nós”. Era tardinha. O sol despedia-se da terra numa saudade. E era também com uma saudade infinita que entre a multidão silenciosa e triste, e as palavras, sentidas do orador, se ocultavam no seio da terra os restos mortais da Apóstola Rita Amada de Jesus. Assim nos deixou a Madre Fundadora. Mas, enquanto se desfaz e torna pó, no silêncio do túmulo, o corpo martirizado pelas penitências e fadigas do seu trabalho apostólico, a alma de Rita Amada de Jesus goza no céu, ao lado do Esposo Divino, as delícias inenarráveis que são a recompensa imarcescível daqueles que servem neste mundo, como O amou e O serviu, dia a dia, hora a hora, a Fundadora do Instituto Jesus Maria José.

 

BEM AVENTURADA RITA AMADA DE JESUS

Mulher do povo, para o povo. Hoje, 13 anos depois em que a Igreja a  reconheceu como Bem Aventurada Rita Amada de Jesus a 28 de maio de 2006 em Viseu Portugal, através do representante do Santo Padre enviado especial de Bento XVI o Exmo. Sr. Cardeal José Saraiva Martins, presidente da Congregação para a Causa dos Santos, apresentou à Igreja como modelo de santidade beatificando-a como Apostola do Rosário da Família e da Eucaristia. Do seu apostolado sobressaiu uma alma cheia de Deus e de zelo pela salvação das pessoas, com particular inclinação para as crianças e jovens, com vista à boa formação das famílias e sob a Proteção da Sagrada Família de Nazaré, Jesus Maria José.  A Bem Aventurada Rita Amada de Jesus  é hoje um farol que continua a brilhar e a iluminar os nossos caminhos. A sua vida, exemplo de santidade, é luz que se desprende de quem deseja imitar fielmente Jesus Cristo; é faísca que se solta de Deus, fazendo bem aos irmãos; é luz que não se esconde debaixo do alqueire; é exemplo tão forte que ainda hoje continua a motivar outras jovens a entregarem-se em total doação a Deus e muitos leigos a seguirem as suas pegadas.

O Instituto louva, agradece e rende graças  a Deus por este dom precioso da Bem Aventurada Rita Amada de Jesus... e pede a sua intercessão.

Página 1 de 8

Please publish modules in offcanvas position.

Free Joomla templates by L.THEME